O Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) é uma resposta de carácter ocupacional que pretende promover o bem-estar e a qualidade de vida de pessoas com deficiência mental e/ou multideficiência através da implementação de atividades diversas.

Tem como objetivo principal disponibilizar condições que contribuam para uma vida com qualidade através do desempenho de atividades socialmente úteis e/ou estritamente ocupacionais, de forma a permitir a realização pessoal e o aproveitamento de capacidades remanescentes, numa perspetiva de manter os seus clientes ativos, interessados, criativos e motivados. Esta forma de resposta visa, por outro lado, a valorização pessoal dos seus clientes por meio da sua integração na comunidade, o que se traduz também no apoio às respetivas famílias.

O CACI disponibiliza apoio técnico permanente nos planos físicos, psíquico e social e promove a participação em ações culturais, gimnodesportivas e recreativas.

Em 2004 a CAID conseguiu o seu primeiro acordo com a segurança social para esta resposta, iniciando com capacidade para 20 clientes. Desde então e até à data atual foram celebrados mais 3 novos acordos, o que permitiu alargar a sua capacidade para 70 clientes, os quais atualmente usufruem da mesma.

Devido à extensa lista de espera, que se justifica pela crescente procura e insuficiência de respostas ao nível do concelho, num futuro a médio prazo a instituição prevê o alargamento dos seus equipamentos sociais no lado nascente do concelho, nomeadamente em São Salvador do Campo.

Destinatários:

Pessoas com deficiência intelectual e multideficiência moderada a grave, com idade igual ou superior a 18 anos e que apresentam défices acentuados ao nível da autonomia e funcionamento adaptativo, tornando-os incompatíveis para programas de intervenção profissional, e que residam no concelho de Santo Tirso.

Áreas de intervenção

  • Atividades estritamente ocupacionais (Oficina de Têxteis, Oficina de Artes e expressão plástica, Adapt@horta, multimédia)
  • Atividades socialmente úteis (auxiliar de cozinha e serviço de bar, auxiliar de serviços de limpeza, auxiliar de vendas e apoio a serviços administrativos, jardinagem e espaços verdes)
  • Atividades socio-terapêuticas (fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala, psicologia, educação e serviço social, sala de bem-estar e snozelen)
  • Atividades complementares (educação física, natação, desporto adaptado, Boccia, teatro e expressão corporal, dança)
  • Atividades lúdico-recreativas (passeios anuais, visitas externas, comemorações de datas festivas, semana de praia)

Capacidade:  70 clientes

A formação profissional é uma resposta promovida pela instituição praticamente desde o início da sua constituição, uma vez que a qualificação e integração socioprofissional da população com deficiência e incapacidade foi sempre parte integrante da sua missão e uma preocupação premente.

Várias instituições foram colaborando com a CAID no sentido de promoverem o apoio à implementação de medidas financiadas com vista à empregabilidade, entre elas a Sol do Ave e com destaque especial a ACIST - Associação Comercial e Industrial de Santo Tirso.  Em 2018 a CAID, conclui o processo de certificação e torna-se entidade certificada pela DGERT - Direção geral do emprego e das relações de trabalho, assumindo-se atualmente como entidade promotora desta resposta.

O seu principal objetivo é aumentar as oportunidades de emprego e de integração socioprofissional por via da qualificação profissional. É uma resposta dinamizada no âmbito do quadro comunitário de apoios e, portanto, cofinanciada por vários organismos nomeadamente o POISE - Programa Operacional de Inclusão Social e Emprego e Fundo Social Europeu, assim como pelo IEFP - Instituto Emprego e Formação Profissional que se assume como organismo intermédio.

Destinatários:

As ações desenvolvidas destinam-se a pessoas com deficiência ou incapacidade ligeira a moderada e com alguma autonomia e que reúnam as seguintes condições:

  • Escolaridade obrigatória concluída ou idade igual ou superior a 18 anos, sem qualificação adequada para o exercício de uma profissão ou ocupação de um posto de trabalho.
  • A título excecional, candidatos menores de 18 anos desde que os estabelecimentos de ensino nos quais estão inscritos comprovem a incapacidade para a frequência do mesmo.
  • Desempregados que pretendam melhorar as respetivas qualificações visando a manutenção do emprego, progressão na carreira ou reingresso no mercado de trabalho.

Áreas de formação

  • Hotelaria e Restauração- Curso de Cozinheiro(a) (3600h)
  • Floricultura e Jardinagem- Curso de Operador(a) de Jardinagem (3600h)
  • Artesanato- Curso de Artesanato (2900h)

Capacidade: 24 formandos (7/8 formandos por cada curso)

Apoios

  • Bolsa de Formação
  • Subsídio de transporte
  • Subsídio de alimentação

As Residências de Autonomização e Inclusão (RAI) 1 e 2 são respostas de alojamento residencial temporário ou permanente, desenvolvidas em apartamentos que correspondem a uma tipologia de habitação similar à familiar e encontram-se inseridas numa área residencial da comunidade. Neste momento respondem a um total de 10 jovens e adultos com deficiência que, mediante um apoio mínimo, possuem capacidade de viver autonomamente.

As Residências de Autonomização e Inclusão priorizam situações de enquadramentos familiares disfuncionais, situações de carência social e/ou económica, envelhecimento dos cuidadores e de outros familiares diretos, situações de grande dependência, abandono por parte dos familiares/cuidadores ou ausência dos mesmos, situações sócio habitacionais precárias, promovendo sempre a solidariedade e a igualdade dos cidadãos.

As atividades desenvolvidas no âmbito desta resposta social têm como objetivo, mediante apoio individualizado, proporcionar condições para a concretização de um projeto de vida autónomo e inclusivo que, sempre que possível, se deve traduzir na possibilidade dos beneficiários encontrarem soluções alternativas de vida na comunidade.

Serviços a prestar:

Os serviços a prestar no âmbito da RAI 1 e 2, em 2024, continuarão a fundamentar-se no modelo de apoio residencial inclusivo e são os seguintes:

  • Alojamento e apoio residencial inclusivo, de tipo familiar, com condições de salubridade, conforto, segurança, privacidade, acessível e adaptado às necessidades dos seus residentes;
  • Atendimento e acompanhamento psicossocial individualizado;
  • Definição/atualização de um Plano Individual de Autonomização (PIA), a definir segundo os interesses, hábitos, necessidades e expectativas da pessoa residente.

O modelo de apoio residencial inclusivo compreende ainda o apoio:

  • Nas atividades domésticas, designadamente na alimentação com padrões nutricionais adequados e adaptados a necessidades específicas, no tratamento de roupa e na limpeza e higienização da habitação;
  • Na saúde, higiene e cuidados pessoais, a título excecional, quando solicitados pelos próprios ou quando estes não possam ser realizados de forma totalmente autónoma;
  • No desenvolvimento de competências necessárias para tomar parte ativa na planificação, programação e organização nas atividades que estruturam a vida na residência e na comunidade, tais como realização de compras, planificação de refeições, repartição de tarefas, deslocações e atividades de lazer;
  • No acesso aos recursos da comunidade, facilitando a utilização eficiente dos serviços existentes;
  • No acesso a produtos ou tecnologias de apoio à funcionalidade e à autonomia.